Pela minha experiência e familiaridade com diferentes tipos de relacionamentos – em geral não monogâmicos – é muito comum que eu seja vista como um oráculo a ser consultado quando o ciúme bate na porta dos namoros e casamentos alheios e passam de prova de amor para “onde foi que eu me enfiei?”. Isso vindo de quem sente ou é alvo desse sentimento.

O ciúme é amplamente retratado de forma fantasiosa e romântica, por isso é natural que, tomadas por uma nova paixão, as pessoas o alimentem e o exaltem. Mas, como gremlins, é possível e provável que a coisa desande, que se reproduza descontroladamente e deixe de ser aquele bichinho adorável e se torne um monstro gigante e asqueroso que domina o convívio.

E não, relações não monogâmicas, poliamorosas e/ou libertinas não estão livres disso. Longe de dar conselhos que ajudem a eliminar esse fantasma da sua vida. Minha conversa é sempre no sentido de como lidar melhor com isso. O ciúme existe, é fato, mas o que interessa para o mundo é o que você faz com ele.

Se você é o sócio-proprietário desse sentimento e se ligou que não está sendo saudável para o seu namoro – muito pelo contrário -, e infernizar a vida do(a) parceiro(a) não é uma alternativa, que tal apaziguar a paranoia e começar a se comportar como um ser humano decente nas redes sociais?

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Dicas para controlar o ciúme nas redes sociais:

  1. Antes de pegar o celular do gato (ou da gata), coloque-se no lugar dele(a). Ter empatia pelo outro é um dos primeiros passos para evitar que o ciúme atropele a confiança no relacionamento.
  2. Priorize a liberdade de ambos. Nada mais gostoso do que namorar alguém em quem confiamos. Viva sua vida e deixe seu(a) parceiro(a) viver a dele(a). Sim, isso é um grande desafio e requer prática, mas você consegue _o/
  3. Por favor, compartilhar senhas não é sinal de confiança, mas sim de insegurança e possessividade! Seus dados são pessoais e devem ser guardados e usados apenas por você.
  4. Não meta o bedelho nas amizades do(a) seu(a) parceiro(a). Se segura! Contenha-se, divirta-se com os seus amigos, procure se entrosar com os(a) dele(a) e seja feliz.
  5. Lembre-se de que você não é dono(a) de ninguém. Antes de estar ao seu lado, ele(a) é alguém com identidade, desejos, gostos e vontades próprias. Respeite a individualidade de quem você ama. Isso pode até apimentar a relação.
  6. Não banque o(a) detetive virtual! Se rolar algum desconforto, o melhor caminho é uma conversa sincera para colocar os pingos nos “is”, ok? Isso com certeza vai evitar angustias futuras.
  7. Nem pense em criar perfis falsos para vigiar e fazer testes de fidelidade. Deixe isso para o João Kleber e chega de passar vergonha! Se a sua relação chegou a esse ponto, chegou a hora de repensar se ela está valendo mesmo a pena.
  8. Seguir ex-namorado(a) nas redes sociais não deve ser encarado como traição ou flerte. Todo ser humano é curioso, super normal. Em algum momento da vida, você fará algo assim também. Então, sem essa de “só eu posso”, tá?
  9. Sem fazer a linha “cachorrinho no poste”, respeite o espaço do(a) parceiro(a) não marcando território nas redes sociais. Não precisa ficar comentando todos os posts e fotos dele(a)… fica feio para você e só demonstra mais instabilidade na relação! Sem pressão social, amiga(o).
  10. Ao invés de passar horas nas redes sociais procurando motivos para brigas, que tal chamar ele(a) para dar uma volta, ter novas experiências e mais lembranças felizes? A vida real é bem mais interessante do que a virtual, a gente descobre isso a cada dia.
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Agora, se o seu(a) namorado(a) é o ciumento da relação, mostre essas dicas para ele(a). Aquela “indireta do bem” super funciona e, principalmente, uma boa conversa com carinho e sem neuras também!

Boa sorte, e não deixe de conferir outras dicas aqui na Revista Sexlog 😉