Há quem diga que pornografia vicia, e por minha experiência, é isso mesmo. É como uma droga. O meu vício começou cedo; na época, os meninos se iniciavam com revistas como Playboy e Ele Ela, geralmente emprestadas (em segredo) do pai, do irmão mais velho, do vizinho. Com sorte, de vez em quando algum colega de escola conseguia uma daquelas fotonovelas pornográficas, mas esta era uma droga pesada e difícil de obter. Internet ainda não existia, claro. Os garotos de hoje não fazem ideia de como era mais complicada a nossa vida — mas, por outro lado, era também muito mais recompensador quando conseguíamos algo assim.

Eu tinha algo como 12 anos quando comprei pela primeira vez uma revista de mulher pelada. Fui sozinho à banca de revistas, tremendo de medo. Peguei uma Playboy, entreguei ao jornaleiro junto ao dinheiro. Temia que ele dissesse que não poderia me vender aquilo pois eu era menor de idade, ou que me dedurasse aos meus pais. Mas que nada, nem deu importância. E minutos depois estava eu em casa, me masturbando pela primeira vez.
Os anos passaram, vieram filmes pornô, veio a internet, vieram os sites de vídeos pornô. Como toda droga, a gente acaba indo atrás de coisas cada vez mais pesadas para obter o mesmo resultado. Olhar foto de mulher pelada de repente não era mais suficiente. E assim fui trilhando o caminho: primeiro os vídeos de sexo anal, depois oral, depois ménage (bom ou ruim). Me lembro bem da primeira vez que vi um vídeo com duas mulheres chupando um pau e, depois do cara gozar na boca de uma delas, elas se beijavam e literalmente jogavam a porra de uma boca para a outra. Ou aquele outro, em que enquanto um cara come o cu de uma moça, ela chupa porra do cu de outra moça que tinha acabado de ser comida. Eu sempre achava nojento a princípio, mas segundos depois já estava procurando mais, enquanto batia umazinha. A esta altura eu já estava casado, com uma vida sexual bastante normal, mas nunca deixei o vício da pornografia e da masturbação.

Do computador passei para o smartphone; dos sites de vídeo, para o Tumblr — que, até acabarem com a tolerância a conteúdo adulto recentemente, era a plataforma perfeita. Sabendo seguir as páginas certas, qualquer pervertido acha qualquer tipo de diversão, em doses diretas na veia, praticamente um Instagram da pornografia. Das páginas de anal, oral e ménage, fui para as de gaping, bukkake, dogging, suruba, glory holes, e por aí vai. Até que, aos poucos, notei que começava a ficar mais frequente na minha timeline um novo tipo de entretenimento, para o qual de início não dei muita atenção (eu na verdade achava aquilo muito esquisito, mesmo para os padrões do que eu já estava vendo). Mas tudo mudou quando deparei com um vídeo em que uma moça está sentada ao lado de um rapaz em uma mesa ao ar livre, enquanto o marido dela conversa ao telefone poucos metros à frente. Quando o marido se vira e olha para o outro lado, a moça se abaixa e chupa o pau do rapaz. Me lembro bem de ter pensado “que coisa mais bizarra”, mas meu pau tinha outros planos, revelados a mim por meio de uma ereção daquelas difíceis esquecer. “Opa, tem algo aí”, pensei, enquanto batia umazinha. Dias depois, esbarrei em mais um vídeo que mexeu comigo: em um jantar em uma casa bacana, o anfitrião faz sinal à esposa, que se abaixa e, sob a mesa, chupa o pau de cada um dos homens convidados, enquanto suas esposas assistem entre excitadas e assustadas. Novamente, meu pau me deixava claro o que estava achando do que eu via ali.

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O tempo passou, acabei encontrando muito mais conteúdo assim, descobri que isso tinha até nome (o que é ótimo, pois assim a gente vê que não está maluco, ou pelo menos que não está maluco sozinho): cuckolding. Em algumas semanas, eu já estava seguindo várias páginas de cuckolds e hotwives no Tumblr e, comprovando que isso é como droga, de repente um simples analzinho nem me animava mais. Mas eu não tinha como imaginar o que estava por vir a seguir.
Um belo dia, resolvi mostrar alguns desses vídeos à minha esposa, enquanto transávamos. “Você gosta dessa ideia?”, perguntou ela. “Ahã”, respondi. E seguimos olhando outros vídeos e fantasiando enquanto eu a comia. Isso se repetiu algumas vezes, e parecia que era apenas mais uma de muitas fantasias que apimentavam nosso sexo. Mas, com o tempo, começamos a conversar sobre isso mesmo quando não estávamos transando. Passei a encaminhar vídeos e GIFs de cuckolding para ela por WhatsApp, e trocávamos mensagens picantes sobre isso com bastante frequência. Até que um dia ela veio a mim: “você sabe que não pode fazer isso comigo, né?”. “O quê?”, respondi. “Eu nunca pensava nisso, mas você fez um trabalho tão completo de plantar essa ideia na minha cabeça, tipo o filme Inception, que me deixou muito curiosa. O que eu faço com isso agora?”. “Acho que essa é uma fantasia que não podemos realizar, é perigoso, não dá”, respondi. “Então por que você está excitado?”, disse ela, apontando para meu pau. De fato, ele estava tão duro que dava para ver a ereção a distância, mesmo através da bermuda.
Concordamos em começar a brincar mais seriamente com o assunto. Primeiro pedi a ela que entrasse em salas de sexo em sites de bate-papo virtual, mas ela disse que não se sentia à vontade em fazer isso com estranhos. “Qual é sua sugestão?”, perguntei. E ela: “eu nunca te disse isso, mas tinha um amigo, um ex-colega de trabalho, que sempre dava em cima de mim, e chegamos a flertar um pouco, mas quando vi que ia ficar sério eu cortei, porque, afinal, sou casada! Ele é casado também, mas eu poderia começar por aí, voltar a trocar mensagens com ele, que tal?”. Ao ouvir isso o sangue subiu, os ciúmes, “como ela me fez isso e nem me disse nada?!”. Ao mesmo tempo, meu pau, novamente, me traía. Não consegui nem dizer nada: ela pegou nele, constatou por si mesma, olhou para mim e sorriu maliciosamente. Só pude concordar: “OK, pode trocar mensagens com ele, diabos”.
E assim se passaram mais algumas semanas, em que ela seguia sexting com o tal amigo e me mostrando as mensagens durante nosso sexo. As mensagens, inevitavelmente, foram ficando cada vez mais quentes, até que o sujeito resolveu convidá-la para um encontro real. “O que eu digo a ele?”, me perguntou minha esposa. “Eu deveria responder que não, mas acho que você já sabe o que fazer”, respondi. E, mais uma vez, ela pegou no meu pau e constatou como estava ficando dura minha situação.
E eis que, com meu amém e na minha frente, minha esposa estava agendando um encontro, que ambos imaginavam como terminaria, com um cara que eu nem conhecia mas que sabia que já tinha despertado interesse nela. O que poderia dar errado, não é mesmo?

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Assisti enquanto ela se depilava. Assisti enquanto ela vestia sua calcinha mais sexy (que havia comprado para usar comigo) e seu vestido mais curto. Assisti enquanto se maquiava. Assisti enquanto borrifava perfume no decote. Assisti enquanto ela subia no salto mais alto. Não consegui dizer nada enquanto ela me dava seu último selinho inocente e me perguntava: “tem certeza de que quer isso? Ainda posso cancelar. Eu nem sei se quero mesmo ir, me deu um medinho agora. Só transei com dois caras até hoje, você sabe”. E eu: “não tenho certeza e estou com medo também, mas…”, e a fiz pegar no meu pau. Duro, de novo, como pedra (de que lado ele estava?!). Ela foi.
Enquanto a esperava voltar, depois de bater algumas umazinhas, me peguei pensando: “tomara que não tenha rolado nada, de repente eles só estão em um bar conversando; ela deve ter ficado com vergonha, não fizeram nada, é isso”. Mas as horas foram passando. Às três da manhã ela finalmente voltou. “E aí? O que aconteceu?”, perguntei, torcendo para que dissesse que não tinham feito nada. Ela não respondeu. Apenas se despiu e veio para cima de mim. Notei a porra escorrendo pelas coxas dela, exatamente como eu fantasiava. Senti o gosto de porra no beijo dela, do jeito como bizarramente eu queria (mas não sem ficar um pouco indignado: ela nunca me deixava gozar na boca dela). Transamos, enquanto ela me contava os detalhes do encontro. Eu nunca tinha gozado tão gostoso.
No dia seguinte, envergonhado, nem consegui falar sobre o assunto. Nem ela. Foram vários dias de “faz de conta que não aconteceu” até ela me dizer que o amigo a estava convidando novamente a encontrá-lo. “Amor, desculpa, mas eu quero ir”, disse ela, quase implorando com os olhinhos de mel. Mais uma vez, eu quis dizer não, mas meu pau respondeu por mim. Antes de sair de casa para o segundo encontro, ela me beijou na boca, pegou nele, e sussurrou no meu ouvido: “o dia que você não estiver com uma ereção quando eu for sair ou quando eu voltar pra casa, eu paro, tá?”. “É justo”, respondi, “combinado”. E ela: “combinado!”.
E assim foi. A boa notícia é que nunca mais precisei procurar pornografia na internet. A má é que os encontros deles ficaram cada vez mais frequentes. Acostumei com a porra na boca e na buceta dela depois dos encontros. O interessante é que até aqui o amigo dela não sabia que eu sabia. Um dia, pedi que ela contasse a ele, pois eu queria ver com meus próprios olhos, em vez de ouvir dela os detalhes. Ele relutou, mas topou, e eis que pude assistir à minha própria mulher dando com vontade para outro homem, e gozando, várias vezes, de um jeito que há muito tempo eu não conseguia fazer. No primeiro dia, só assisti. No segundo, minha esposa me chupou enquanto o amigo a comia por trás. No terceiro? Bem, não houve terceira vez. Minha esposa veio me dizer que o amigo dela não tinha gostado muito da experiência de ter outro homem no quarto e que tinha pedido a ela que eu não participasse mais. “Como é que é?”, perguntei, “desde quando é ele que faz as regras? Se é assim, acabou, não quero mais”. Mas, novamente, fui traído pelo meu pau. “Combinado é combinado”, disse ela, enquanto avaliava com a mão a rigidez dentro na minha cueca, “só posso parar quando ele não ficar duro, lembra?”. Sou um homem de palavra, maldição. Corno, mas de palavra!

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Entramos abruptamente em uma nova fase. Agora ela não me mostrava mais as mensagens que trocava com o amigo. Não me avisava mais quando ia encontrá-lo, simplesmente sumia. Começou a flertar com outros, às vezes na minha frente. Colegas de academia e de trabalho. Desconhecidos na rua, em restaurantes, em lojas, no ônibus. Aquilo de não querer fazer isso com desconhecidos? Pois é, passou o medo dela. Manteve o amigo como amante regular, mas começou a transar também com quem lhe desse na telha, quando e onde lhe desse vontade. Às vezes, com dois ao mesmo tempo. Eventualmente, com três. Começou a sair com mulheres e casais também. A safada sabia que eu fantasiava em transar com duas ao mesmo tempo, mas nunca me deixou participar. Mas eu mereci isso, é claro. Fui eu que a fiz entrar na minha fantasia cuckold/hotwife. A vingança dela foi realizar a fantasia do ménage para outro cara e a esposa dele, me deixando, desculpe o trocadilho, na mão.
Lá pelas tantas, passou a sair de casa com um plug enfiado no cuzinho — ela, que até há pouco tempo nem sequer gostava de sexo anal e quase nunca fazia comigo. Começou com um plug de metal pequeno, que eu mesmo tinha dado a ela. Depois comprou um maior, e depois outro maior ainda. De vez em quando, me pedia para colocar nela. Outras, ao sair para mais um encontro, só levantava a saia para me mostrar que ele estava lá dentro. Do jeito que eu a ensinei, afinal.
Nas novas aventuras dela, eu só ficava sabendo o que ela tinha feito depois da volta dela para casa, às vezes após dias de ausência e sem nenhuma notícia. Mas a gota d´água mesmo foi no dia em que chegou em casa, depois de uma semana sem dar as caras, e abriu a bolsa, cheia de dinheiro. “O que é isso?!”, perguntei, já imaginando a resposta. “Pois é, lembra daquela minha fantasia de fingir que sou puta?”, disse ela, sorrindo, e continuou: “mas pode ficar com o dinheiro, não quero me sentir suja”. “Pelo jeito você cobrou caro, né?”, respondi, “tem bastante dinheiro aqui”. E ela: “não cobrei caro, não. A demanda é que foi alta mesmo”. Fiquei sem reação. Exceto pelo meu pau, claro. Reação de sempre lá embaixo.

Mas a criatividade dela não tinha acabado: um dia, chegou com o cu cheio de porra, tudo ainda lá, já que o plug não tinha deixado escapar nada. “Agora tira o plug bem devagarinho, e chupa meu cuzinho”, disse ela. “Não, isso não, isso passa dos limites, não tem como eu fazer isso”. Ela nem se deu ao trabalho de dizer nada. Só apontou para o meu pau. “OK, OK, já sei”.
Mais algumas semanas se passaram, e ela começou a nem aguentar mais transar comigo ao voltar para casa, de tão exausta. Chegava, me beijava (o gosto de porra, sempre lá), ia para o chuveiro e depois para a cama dormir. Eu ficava cada vez mais consternado com a situação, não sabia o que fazer. Pedi finalmente que ela parasse. A resposta dela? “Combinado é combinado”. Eu já comentei que sou um homem de palavra? E o maldito estava sempre duro quando ela voltava. Sempre…