Eu cheguei àquela praia no litoral da Bahia depois de meses de merda, cheia de trabalho, reuniões intermináveis e uma rotina que me deixava louca. Precisava mesmo de uma pausa, então eu e o meu marido, Carlos, decidimos passar uns vinte dias num lugar tranquilo, com bangalôs isolados na areia, só o som das ondas e o mar infinito. Parecia o paraíso. Eu fui na frente, enquanto Carlos ficou resolvendo uns pendentes no trabalho. Adorei a ideia de ficar sozinha por uns dias.
Assim que saí do carro, o cheiro salgado do mar me envolveu, a brisa quente roçou minha pele e o barulho das ondas me fez esquecer tudo. O bangalô era simples, de madeira clara, com uma varandinha e rede, janelas abertas deixando entrar o vento. Eu me joguei lá fora, olhando pro mar azul que parecia não ter fim. Sou uma mulher na casa dos quarenta, empresária de sucesso, sempre cuidando do corpo, mas vivendo uma vida certinha, cheia de regras e decisões rápidas. Nunca imaginei me meter em algo selvagem. Até que vi ele.
O vizinho do bangalô ao lado era impressionante: alto, negro, corpo musculoso e largo, com uma cara séria enquanto se encostava no corrimão. Ele não olhou direto pra mim, mas eu senti que estava sendo examinada, como se ele enxergasse além da minha fachada. Não pensei em sexo logo de cara, só uma vibe estranha que me deixou inquieta. Respirei fundo e voltei pra dentro, mas não conseguia parar de pensar naquilo.
Na manhã seguinte, eu fui pra sacada de baixo com um copo de suco gelado. O sol deixava tudo dourado e brilhante. Aí eu o vi de novo: Rafael, caminhando na areia só de sunga. Seus ombros largos e o peito forte brilhavam com o suor, e aquele volume na frente da sunga era impossível de ignorar – tipo, a rola dele estava toda empinada contra o tecido, me fazendo desviar o olhar rapidinho, mas meu coração já tava acelerado. Ele parou na escada do meu bangalô e sorriu.
— Bom dia. Sou Rafael, do bangalô ao lado. Se precisar de algo, é só falar.
— Quer um suco? — eu soltei, sem nem pensar direito.
Ele subiu os degraus e se sentou na minha frente. Pegou o copo e bebeu devagar, os olhos escuros me devorando inteira. Eu fingi que tava normal, mas dentro de mim, algo estava acordando. A sunga dele marcava tudo, e eu mal conseguia parar de imaginar como seria aquilo de perto.
— O que te trouxe aqui? — ele perguntou, com uma voz grave e lenta.
— Vim descansar. Sou empresária, e meu marido, Carlos, chega daqui a uns dias. Ficou resolvendo trabalho.
Ele assentiu. — Eu também sou empresário. Divorciado há anos. Às vezes venho com amigos, mas agora tô sozinho.
A palavra “sozinho” ecoou na minha cabeça, me deixando toda arrepiada. Conversamos mais um pouco, sobre nada e tudo, até que ele se levantou. Ao se despedir, me deu um beijo no rosto, o calor da boca dele grudando na minha pele como fogo.
— Mais tarde, vou pegar sol nas pedras. Se quiser que eu te mostre o lugar, tô a disposição.
— Obrigada, Rafael — respondi, com um sorriso bobo que não conseguia controlar.
Eu fiquei lá, assistindo ele se afastar, o corpo firme e gostoso pisando na areia, e me dei conta de que estava excitada como há anos não ficava.
À tarde, vesti um biquíni bem pequeno, amarrei uma canga e levei um livro e água. Fui até as pedras, e lá estava ele, deitado, o corpo enorme e nu exposto ao sol. Fingi que não reparei, mas ele me chamou:
— Ana, vem cá.
Sentei ao lado, e ele começou a falar de restaurantes, passeios e até um spot de naturismo. Enquanto conversava, passou protetor solar nos braços e ombros largos, os músculos se mexendo de um jeito que me deixava molhada só de olhar. Depois, me encarou fixo.
— Vamos aproveitar. Deita de costas.
Não sei por que obedeci, mas estendi a canga e me deitei. O sol queimava, mas o que me fazia tremer eram as mãos dele espalhando o creme nos meus ombros, descendo pelos braços até chegarem nas minhas mãos. Ele pediu pra eu virar, e aí os dedos dele deslizaram pelas minhas pernas, separando-as um pouco, subindo firme pela pele macia. Quando roçou a parte interna das coxas, um gemido escapou dos meus lábios – eu estava tão encharcada que mal conseguia fingir que era normal.
Ele continuou, a mão chegando perigosamente perto da minha buceta por baixo do biquíni, só um toque leve que me arrepiou toda. Depois, subiu pro peito.
— Preciso passar aqui, senão o sol vai queimar tudo — ele murmurou, a voz rouca.
Suas mãos fortes apertaram meus seios, espalhando o creme e massageando cada curva, os dedos roçando nos mamilos duros. Eu mordi os lábios pra não gemer alto, sentindo a umidade escorrer entre as pernas. “Que porra eu estou fazendo?”, pensei, mas não parei. Coloquei a mão sobre a dele por um segundo, hesitando, mas ele disse:
— Fica tranquila, Ana. O sol é cruel com as partes mais sensíveis.
Eu afastei a mão, e ele apertou mais, me deixando louca de desejo. Encontrei uma desculpa idiota pra ir embora, e ele me deixou levantar, mas antes, pressionou os lábios no meu rosto de novo, demorados, roçando pertinho da boca como um convite.
— À noite, vem tomar uma bebida na minha varanda.
Saí de lá envergonhada e excitada, o corpo pulsando, e quando olhei pra trás, ele ainda me observava, com um sorrisinho que prometia mais. Eu sabia que não ia resistir.
Conto adulto em áudio: